SPFW N.48 | Modem

16.10.19 | Semanas de Moda


 

 

Diversas vertentes do universo das artes inspiram o trabalho de André Boffano, diretor-criativo da Modem. Fundada em 2015, a marca veio com o proposito de unir design, arquitetura e artes plásticas na criação de peças simples, porém destacadas por elementos de design modernos, como volumes pontuais, estamparia exclusiva e trabalho manual apurado aliado a tendências tecnológicas do mercado.

 

 



 

Para esta temporada, Boffano propõe um novo olhar sobre as próprias criações da marca ao aliar as peças de arquivo com novas interferências criativas e construções. O tema sustentabilidade também aparece aqui ao explorar a criação a partir do que já existe, especulando novas maneiras de utilização de uma mesma peça ao se adicionar formas e volumes através de técnicas modernas. Aliás, as proporções amplificadas é que ditaram o rumo desta coleção e foram aplicadas em comprimentos mini e sobreposições, além das texturas tridimensionais que apareceram em tricôs elaborados, itens plissados, metalizados e em jacquard. A paleta de cores sóbria imprime ainda mais versatilidade à coleção, que propõe um inverno de feminilidade não óbvia e marcante pelos volumes.

 

 



 
Fotos: Zé Takahashi

SPFW N.48 | Lilly Sarti

16.10.19 | Semanas de Moda


 

 

Os laços afetivos de Lilly e Renata Sarti vão além da esfera familiar e se estendem para o sucesso nos negócios, afinal, as irmãs fundaram, em 2006, uma das marcas mais queridas das paulistanas. A Lilly Sarti tem um DNA leve, sofisticado sem esforço, contemporaneamente cool e belo no sentido mais genuíno da palavra. O estilo da marca se traduz em peças possíveis, despretensiosamente elegantes e de essência versátil, que podem transitar em armários, idades e ambientes diversos.

 



 

 

A coleção de inverno da Lilly Sarti trouxe styling e composições de textura que lembram o trabalho da estilista francesa Isabel Marant, mas com assinatura própria, fiel à linha criativa da marca paulistana. Vimos uma mistura glamorosa de referências da década de 80, principalmente nos ternos com ombros levemente proeminentes ao estilo working girl, com toques disco de perfume 70’s. Além dos vestidos de design delicado e dos conjuntos em alfaiataria de cores intensas na medida certa, percebemos a exploração de um resgate da elegância noturna, onde o visual de inspiração esportiva é trocado por peças sofisticadas e adultas, com jogos de franjas e babados aliados a texturas refletivas – é o retorno da feminilidade cosmopolita. Misturas espertas foram trabalhadas pela marca e vimos blocos de tons quentes e intensos sendo utilizados em um mesmo look, além da composição do peso do veludo aliado a descontração do lurex e do paetê.

 


 

 
Fotos: Zé Takahashi

SPFW N.48 | Fabiana Milazzo

15.10.19 | Semanas de Moda


 

 

O bordado é principal marca da estilista mineira Fabiana Milazzo, que começou sua trajetória em Uberlândia com uma moda festa impecável. O trabalho da estilista ganhou tal visibilidade que sua marca passou a desfilar no Minas Trend, mas o crescimento contínuo demandava voos mais ousados. Desde 2017 na semana de moda de São Paulo, Fabiana expandiu suas coleções para peças mais contemporâneas, mas sem perder a herança do trabalho manual que a deixou conhecida. Hoje, além da fábrica e da loja em Uberlândia, suas criações podem ser encontradas em São Paulo e Los Angeles.

 


 

 

 

Nesta temporada, Fabiana decidiu desacelerar. Em clima campestre e leve, as criações da estilista invocam uma reconexão com a natureza e com nossa própria essência. Shapes menos ajustados, estampas pautadas pela delicadeza dos florais fieis ao campo, a transparência quase ingênua e texturas que ao mesmo tempo que saltavam aos olhos emanavam conforto foram alguns dos recursos usados pela estilista para promover essa viagem bucólica. A cartela de cores começa tão suave quanto a inspiração do desfile e passa para tons solares de rosas e laranjas, chegando à profundidade urbana dos vermelhos e verdes mais escuros e dos terrosos quentes.

 

 


SPFW N. 48 | Projeto Estufa – Korshi e ÃO

15.10.19 | Semanas de Moda


 

 

Criado no SPFW 43, o Projeto Estufa tem como objetivo encontrar e dar visibilidade para novos nomes no mercado que estão repensando conceitos estéticos, meios de produção e formas de consumo de moda. Uma das marcas que faz parte desse projeto é a Korshi, que acabou de se apresentar na SPFW. Criada em 2018, a Korshi inova pelo design inteligente, pensando em roupas que se modificam e podem ser usadas de diversas maneiras apenas com pequenos ajustes. A versatilidade proposta pela Korshi faz com que cada peça seja otimizada por funções estéticas e combinações diferentes, o que, no final das contas, se torna uma maneira eficaz de diminuição de consumo de roupas.

 




 

Tecnologia e sensibilidade para uma estética contemporânea se unem em prol da sustentabilidade – questão urgente e amplamente discutida nessa temporada. Peças tradicionais, como o trench-coat e a saia midi foram repensadas e desconstruídas de modo a transformarem suas funcionalidades comuns, sendo adicionados recortes modernos, elementos de design inusitados e amarrações inovadoras.

 

 

Foi com um conceito de roupas unissex pautadas por cores e volumes que a estilista Marina Dalgalarrondo criou, em 2017, a ÃO. Baseada em São Paulo, a marca possui uma estética moderna, orientada por design excêntrico, texturas tridimensionais e construções modificadoras da silhueta. Suas apresentações são conceituais e unem arte e moda de forma orgânica e muito bem-vinda para o circuito nacional, geralmente mais comedido e comercial. Os volumes teatrais e o styling contemporâneo lembram os trabalhos de Rei Kawakubo e Demna Gvasalia (e nessa temporada ainda tivemos uma nuance de Iris Van Herpen), mas Marina possui assinatura própria e afiada para o futuro, uma visão estética irônica, diversidade honesta e criação habilidosa.

 




 

Nesta apresentação, as criações de Marina continham atmosfera fortemente orgânica e textura ao mesmo tempo fluída e ajustada que fez referência ao efeito da água sobre nossos corpos vestidos. Muito mais do a essência líquida, a ÃO parece ter buscado captar o próprio comportamento da água, caso pudéssemos vesti-la. O efeito ao mesmo tempo belo e impactante foi conseguido através de um hábil trabalho com o látex. Nas cores, os tons terrosos naturais dividiram a passarela com azuis mais suaves e verdes elétricos que trouxeram ainda mais vida à apresentação.

 



 
imagens: Zé Takahashi

SPFW N. 48 | Reinaldo Lourenço

15.10.19 | Semanas de Moda


 

 

Veterano da semana de moda de São Paulo, Reinaldo Lourenço criou sua marca na década de 80 após diversos trabalhos no setor. Com uma linha criativa vanguardista, Reinaldo é um dos estilistas mais experimentais da moda nacional. Sempre de olho no futuro, a marca é uma referência importante para os movimentos que ainda vão acontecer e suas criações possuem design arrojado aliado a um bom gosto extremo.

 



 

 

Um clima fetichista punk dominou o inverno da marca. Chokers de spikes, couro, amarrações, telas, transparência e ilhoses dividiram a passarela com blusas e vestidos extremamente femininos, criando uma dualidade entre referências tão opostas e ao mesmo tempo tão complementares. O trabalho com contrastes também ficou por conta dos calçados robustos que complementavam tanto os looks mais carregados, quanto os delicados. Mix de texturas marcantes traziam riqueza visual ao desfile e camisas, saias e vestidos em laise se misturavam à densidade do couro, à sofisticação da alfaiataria e ao utilitarismo de faixas ajustáveis, zíperes, cintos de pegada militar e tornozeleiras de referência punk. A coleção teve como base principal de cartela o preto e o branco, mas tons vibrantes de rosa, azul e vermelho imprimiram iluminação às criações.

 



 

 

A tradicional estamparia floral do estilista apareceu em tons acesos de vermelho com fundos claro e escuro e foi colocada tanto em conjuntos mais urbanos quanto em vestidos românticos.

 


 

No memorando do desfile, o estilista chama os personagens de suas criações de softpunks, que são punks cultos e educados que misturam os elementos característicos de seu movimento com outros mais suaves e femininos, como golas-rufo, mangas bufantes, rendas e babados associados à realeza de outros séculos. Inocência e malícia se complementam no inverno de Reinaldo Lourenço, que explora conceitos antagônicos como se pertencessem um ao outro de maneira orgânica e longe de efeitos agressivos.

 



 
Imagens: Zé Takahashi

SPFW N. 48 | Bobstore

15.10.19 | Semanas de Moda


 

 

A Bobstore foi criada em 1996 com o proposito de unir a leveza do estilo boho com a sofisticação urbana sem esforço da paulistana. A mistura esperta entre a nobreza da alfaiataria de qualidade e bem cortada com o fator cool do jeanswear fizeram da “Bob”- como carinhosamente é chamada pelas paulistanas – uma das marcas que mais queridas e lembradas do mercado.

 

 


 

O inverno da marca, no entanto, chegou um pouco mais experimental. O estilista André Boffano teve como cenário o movimento artístico abstracionista das artistas Hilma af Klint, Emma Kunz e Agnes Martin, mas suas inspirações foram além da estética e adentraram no lifestyle dessas figuras femininas tão fortes quanto místicas. Mangas com volumes românticos, cortes assimétricos e ombros levemente proeminentes criaram um visual delicado na essência, mas com personalidade nos detalhes, como na mistura de materiais mais pesados com outros fluídos, nas construções alternativas da silhueta – alongada tanto na parte de cima quanto na de baixo, através de formas comedidamente ampliadas e comprimentos estendidos.

 

 


 

 

A ótima cartela de cores injetou ainda mais sofisticação à coleção, que foi apresentada em vermelhos mais suaves, azuis e verdes opacos e terrosos das mais variadas profundidades. A feminilidade da textura plissada aplicada em camisas e vestidos contrasta com a densidade das peças em couro e com a mood utilitário implantado em faixas e cordões ajustáveis, bolsos e fivelas.

 

 


 
Imagens: Zé Takahashi

SPFW N. 48 | Ellus

14.10.19 | Semanas de Moda


 

 

Fundada em 1972, a Ellus é uma das marcas mais reconhecidas quando o assunto é jeanswear. Com produtos de qualidade e como uma das maiores autoridades nacionais na moda urbana, a marca avança ao longo dos anos mantendo sua relevância ao aliar seu DNA urbano com demandas atuais e de necessária discussão. Para o inverno 2020, a Ellus chega preparada para o protesto. O tema sustentabilidade nunca esteve tão em voga na moda e cada vez mais os maiores nomes do setor se adaptam para este problema global que não pode mais ser ignorado. Como uma forma de tornar essa discussão local, a Ellus se volta para as nossas questões ambientais, em especial no que diz respeito à Amazônia e a urgência na mudança do nosso estilo de vida para que consigamos reverter ou ao menos amenizar este cenário caótico.

 


 

Durabilidade dos produtos pautada pela qualidade de sua manufatura entram no campo do consumo consciente proposto pelo desfile, que trouxe peças atemporais em jeans e alfaiataria com elementos urbanos e atuais, como bolsos lagos, zíperes e amarras, injetando um mood utilitário às peças.

 

 

A cartela de cores, escura e clássica, composta em sua maioria de cinza, verde-oliva, preto e branco ganhou toques vibrantes pelas misturas com laranjas e azuis mais intensos nos detalhes. Máscaras antipoluição e lenços colocados próximos aos rostos dos modelos reforçavam a pauta ativista da coleção, que não ficou apenas na passarela. Em uma ação colaborativa com a Route, de Simão Filippe – projeto social que desde 2011 tem como objetivo educar a população para a preservação do meio ambiente através da limpeza de praias e áreas públicas – a Ellus realizou ações de coleta em diversos Estados e criou uma coleção limitada que já está nas lojas. Igualmente, em parceria com a Guaraná Antarctica, a marca anunciou um novo projeto em prol da Amazônia, que será revelado no mês que vem.

 


 

 

Ao expor a questão em seu desfile e estender a discussão para fora do âmbito visual, a Ellus gera engajamento para uma causa muito necessária e se mantém como um dos nomes mais importantes da moda nacional.

 

 
fotos: Zé Takahashi

Os melhores momentos da temporada SPRING 20

04.10.19 | Semanas de Moda


 

Ao final de cada temporada começamos a fazer uma análise de tudo que foi mostrado, desde macrotendências, movimentos de acessórios, cores até adaptação do street style, truques de styling e trocas de estilistas. Tudo que é apresentado serve de material para criação de conteúdo para diversas vertentes, mas dessa vez a gente também decidiu observar os melhores momentos da temporada spring 2020 – e foram muitos! Confira o que a gente achou de mais relevante durante as semanas de moda nos principais circuitos fashion:

 

PARIS FASHION WEEK SS 20 | 10 tendências do street style

01.10.19 | Semanas de Moda Street Style Tendências


 

A temporada spring 2020 encerrou hoje em Paris com desfiles importantes como Chanel, Miu Miu e Louis Vuitton. No street style da semana de moda mais tradicional do circuito vimos muitas produções clássicas, um resgate de silhuetas antigas, construções dramáticas e a exploração da feminilidade com peso. Com as temperaturas já começando a baixar no hemisfério norte, tivemos uma boa prévia do caminho que as tendências vão tomar para a próxima temporada outono/inverno, ao contrário do que ocorreu em NY e Milão, por exemplo, onde o tempo mais ameno da transição de estações permitiu o uso de roupas mais leves e looks mais afastados do que já havíamos observado como tendência para o inverno 2020. Conheça agora 10 tendências que analisamos na porta dos desfiles da Paris fashion week:

 

 

Em nossos relatórios de tendência aqui do escritório nós já havíamos observado que o xadrez teria um retorno importante para a temporada fall 2019/20, paralelo ao movimento de um resgate de códigos aristocráticos nas vestimentas. Conjuntos inteiramente compostos da estampa apareceram diversas vezes no street style de Paris, seja em cores tradicionalmente ligadas à padronagem, como os cinzas, ou em tons mais vibrantes – o que traz modernidade à atmosfera austera do xadrez.

 

 

Se a bota montaria foi o hype do street style em outras cidades, em Paris o coturno foi o protagonista. Já há algum tempo em evidência, o calçado serviu tanto para trazer densidade a composições mais femininas, como um toque urbano para produções com peças tradicionais.

 

 

O couro se consagrou como um dos principais materiais de toda a temporada spring 20 e nas ruas dos desfiles de Paris ele apareceu muitas vezes dos pés à cabeça nos looks das fashionistas, seja em peças únicas como vestidos e macacões, seja de uma forma mais exuberante com a combinação de diversas peças na textura.

 

 

O macacão é sempre um curinga e garante bom resultado visual quando falta tempo ou criatividade na hora de se vestir. A peça com pegada utilitária em tons caqui, composta de bolsos, zíperes e amarrações deixa o look cool sem esforço.

 

 

Após a revolução francesa, as mulheres (e os homens também) quiseram se distanciar de todos os códigos visuais que pudessem ser ligados à corte, portanto, os vestidos ficaram mais simples, com silhueta ajustada e elementos de design discretos, mantendo-se, no entanto, a delicadeza e a feminilidade em detalhes, como a cintura marcada na altura do busto, mangas levemente bufantes e golas e punhos trabalhados com rendas ou babados, no período que ficou conhecido como Regência. A referência pôde ser notada em diversos looks da semana de moda parisiense, que aliaram vestidos e capas que fazem alusão a este período histórico com itens contemporâneos, como botas pesadas, conjuntos de alfaiataria de corte reto e clutches.

 

 

Peças com volume criam uma imagem exuberante de poder, especialmente na região dos ombros. Blazers e casacos de cortes diferenciados e shape amplo, porém estruturado, formaram construções visuais fortes e que remetem à influência da arquitetura na moda, movimento bastante difundido por marcas como Monse e Louis Vuitton.

 

 

Basta um bom casaco para que se monte uma produção de impacto. Esse parece ter sido o ponto de partida para várias fashionistas editarem seus looks durante essa temporada, que se valeram de um terceiro elemento chamativo e o colocaram como peça principal do visual. Aqui o casaco não complementa, ele é o protagonista!

 

 

Num mar de tons clássicos e terrosos o turquesa, com toda sua eletricidade e alegria, chamou a atenção. No street style de Paris a cor não ficou restrita aos detalhes e apareceu em looks completos ou na combinação com outros tons igualmente vibrantes.

 

 

Ao que tudo indica, a bota branca sobrevive por mais uma temporada. O controverso calçado, desta vez, ganhou mais destaque tanto em looks de cores contrastantes como quando colocado por cima da calça – em um dos truques de styling mais utilizados desta temporada.

 

 

Na dúvida, opte pelo clássico! E na semana de moda de Paris um dos itens mais tradicionais do guarda-roupas ganhou merecido destaque no street style: o trench-coat. Mais francês, mais sofisticado e mais certeiro, impossível.

MILAN FASHION WEEK SS 20 | 9 tendências do street style

26.09.19 | Semanas de Moda Street Style Tendências

 

Na semana passada aconteceu a fashion week de Milão e nós compilamos nove tendências que apareceram nas portas dos desfiles. O street style milanês costuma ter uma mistura entre o ultra sofisticado e o conceitual barulhento. Alfaiataria e cores sóbrias andam juntas com volumes exacerbados, sobreposições experimentais, estampas intensas e tons brilhantes – extremos que representam bem o estilo das fashionistas italianas. Confira:

 

 

Roupas que lembram os pijamas parecem ter ganhado um novo fôlego durante a semana de moda de Milão. Conjuntos de textura acetinada ou algodão leve, listrados e de cores típicas do nightwear apareceram muito, assim como blusas de alças finas que remetem ao babydoll e saias de textura leve e adornadas com renda que lembram as anáguas.

 

 

O couro de um modo geral apareceu muito no street style milanês, seja nos trench-coats, jaquetas e calças ou em peças mais inusitadas, como vestidos feitos inteiramente do material. Mas o item de couro que parece ter sido unanimidade entre as convidadas dos desfiles foi a bermuda. De comprimento médio e mais larga, a peça se tornou item de luxo nas produções e é uma alternativa bem mais atual para a tradicional bermuda de alfaiataria.

 

 

Peças tradicionais, como coletes risca de giz, calça de alfaiataria, saias-lápis, camisas e sobretudos ganham ares contemporâneos com a adição de elementos de design utilitários, como bolsos amplos e zíperes.

 

 

A bota de montaria volta repaginada, muito mais moderna e com boa dose de sensualidade. A altura acima do joelho, materiais nobres (como o couro croco), o bico afinado e o salto conferem sofisticação à peça, que volta a ser usada por cima da calça. O modelo da Max Mara (imagem do meio), desfilado na temporada fall 2019/20 foi o mais visto durante essa fashion week.

 

 

Esse truque não pode mais ser ignorado, nem que seja para torcermos o nariz. Amarrar a sandália sobre a calça foi um dos macetes mais vistos em NY, Londres e agora em Milão. Vale tentar se você não tem medo de ousar ou precisa de um truquezinho simples e rápido para dar uma levantada em um visual mais básico. O que pode funcionar é manter a monocromia entre a calça e a sandália para não criar uma quebra visual tão abrupta.

 

 

As plumas foram uma tendência importante na temporada passada, mas parece que em Milão elas continuam acontecendo – de uma maneira mais sóbria, entretanto. Peças com detalhes do material injetam um glamour com atmosfera retrô ao visual e fazem qualquer look mais simples ficar mais interessante e rico.

 

 

Os florais fazem parte da estamparia clássica, mas a verdade é que nunca olhamos muito para as rosas – embora sejam as mais clássicas das flores. Considerada por muitos como uma estampa de gosto duvidoso, as rosas ganharam uma justa absolvição e surgiram em estampas avantajadas e cores chamativas.

 

 

No lugar do monocromático rígido, vimos que em Milão a composição de diversos tons de uma mesma família de cores pode ser muito mais interessante, seja na mistura dos clássicos, como os terrosos, ou dos mais vibrantes (e olha a bota da Max Mara aí de novo!).

 

 

O look total branco deixa de ser composto apenas de peças únicas (como vestidos ou macacões) e vai para a alfaiataria clássica, contribuindo com um visual bem sofisticado e adulto no lugar do seguro (e já manjado) boho.