Relatório OUTONO/INVERNO 22 | peças de complementação • pt2

08.12.21 | Moda Tendências


 

As peças de complementação são indispensáveis para o visual de inverno e é justamente por isso que começamos nosso relatório dos itens-chave da próxima estação por elas. E de acordo com as apresentações da temporada fall 21 o clima é de proteção. No reporte anterior falamos sobre os casacos volumosos de aspecto rústico e com textura de pelos, que além de garantirem o conforto térmico também são eficientes em proteger o corpo do toque (um grande movimento em decorrência do cenário pandêmico). E essa atmosfera se replica nas peças da matéria de hoje. As puffer jackets sempre dão as caras nas estações mais frias, mas a versão do inverno 2022 é carregada de dramaticidade e sugere ainda mais acolhimento e segurança pelas formas amplas e as texturas volumosas. Outro diferencial fica por conta do comprimento. Jaquetas desse estilo geralmente são mais curtas, mas diversas marcas apostaram em uma versão mais longa da peça, o que torna sua estética ainda mais marcante. Outra característica para a atualização da puffer é equilibrar seu caráter utilitário e casual por meio de combinações mais nobres e pensadas, unindo conforto e informação de moda.

 

Relatório OUTONO/INVERNO 22 | peças de complementação • pt1

02.12.21 | Moda Tendências


 

É bem verdade que estamos entrando no verão e colocando nossas roupas mais frescas para fora do armário, mas como aqui nós trabalhamos com o futuro, começamos hoje uma série especial dos itens-chave da temporada outono/inverno 2022. De início, vamos focar nos itens de complementação, que são essenciais para os dias de temperaturas mais frias. Nesta primeira fase o ponto central são casacos, jaquetas, sobretudos, coletes e demais peças que vão finalizar a sua produção de inverno e garantir, além do conforto térmico, o toque estético do visual. Quando fizemos um apanhado dos movimentos detectados nos desfiles da temporada fall 21 apresentados no começo deste ano verificamos que de um modo geral as vibrações eram de um inverno rigoroso, quase que como uma nova era do gelo (para rever clique aqui) e esse movimento se traduziu em casacos pesados e volumosos confeccionados em pelo (sintético, obviamente) com linguagem rústica e densa que nos remete às vestimentas dos primórdios da humanidade. São casacos que também nos lembram aqueles encontrados em ambientes alternativos de consumo, como feiras e brechós, dado seu aspecto vintage. Essas são peças de complementação com características de protagonismo, podendo, inclusive, serem usadas sozinhas (vide Petar Petrov e Burberry) ou com base neutra e mais delicada para equilibrar o peso.

 

SPFW52 | os movimentos que marcaram a semana de moda paulistana (pt.2)

26.11.21 | Moda Semanas de Moda Tendências


 


 

Os itens artesanais mostrados nesta edição da SPFW foram elevados a um nível de sofisticação inédito. Produções inteiramente feitas em tricô, crochê, palha e demais fibras naturais foram inseridas em um contexto muito mais elegante do que é geralmente esperado do visual feito à mão. Além de primoroso, o processo também é um meio de transformação e locomoção social de pequenos produtores e artesãos que basicamente vivem de sua arte, como o Projeto Ponto Firme, que objetiva educar e ressocializar pessoas que saíram do regime carcerário e o Ateliê Mão de Mãe, que é uma marca baiana que segue a linha slow fashion e tem sua produção inteiramente dedicada ao crochê.

 


 

Formas arredondadas apareceram tanto em dimensões mais discretas, através da marcação nos ombros e de mangas amplas, como nas versões mais literais e dramáticas vistas na passarela de Lenny Niemeyer e nos casaquetos abalonados da Lilly Sarti. A figura pode ser considerada simbólica em um momento como o nosso, de ressignificações, compreensões e aprendizados. Encerramentos, inícios e novos encerramentos (e novos inícios) são constantes e contínuos em todas as fases da nossa vida, mas parece que a ideia de ciclos – e círculos – é mais assídua em épocas de insegurança.

 


 

O visual atrelado a ambientes urbanos, mais denso, de tons profundos e materiais pesados recebe um contexto mais alternativo por meio do jogo de comprimentos alongados trabalhados em camadas, dos recortes acentuados, da leveza de vestidos transparentes e de detalhes caóticos que contextualizam a imagem final.

 


 

A ancestralidade mostrada através de referências familiares e religiosas se desenvolve a partir de um processo de autoconhecimento e respeito por parte dos estilistas, que dividem suas raízes com o público de maneira honesta e sensível.

SPFW 52 | os movimentos que marcaram a semana de moda paulistana (pt.1)

25.11.21 | Moda Semanas de Moda Tendências


 

Após quase dois anos, a semana de moda de São Paulo retorna em formato quase 100% presencial e com mudanças significativas no que diz respeito ao incentivo de novos talentos, diversidade e produção de uma moda cada vez mais autoral. O caminho é longo, porém irreversível. Vamos aos principais movimentos observados na SPFW 52:

 


 

Nesta temporada diversas marcas criaram uma imagem de sofisticação autoral e repleta de brasilidade. Ao mesmo tempo que a estética se mostra polida, o resultado final demonstra um borogodó que só as brasileiras possuem. A linguagem de um estilo clássico traduzido pela alfaiataria, pelas cores tradicionais e pelas modelagens retas ganha audácia por meio de recortes inusitados, pelo jogo de proporções e comprimentos, pelos detalhes artesanais que imprimem uma certa rusticidade ao visual, pelos acessórios despojados e pela atitude despretensiosa que o styling sugere.

 


 

Através de movimentos alternativos, como o projeto Sankofa, permitimos que a moda alcance talentos fora do círculo tradicional (e branco) de poder. Nesta SPFW nos deparamos com olhares que vão muito além da estética Rio/São Paulo burguesa e testemunhamos uma (ainda) pequena fração da riqueza cultural que até pouco tempo não fazia parte da bolha da semana de moda paulistana. A diversidade de corpos e raças, a linguagem visual periférica tão marginalizada, as referências orgulhosas nortistas e nordestinas trazidas por estilistas destas regiões (e não simplesmente usurpadas por profissionais do sudeste que insistem em referenciar sem de fato creditar ou utilizar meios propícios de redirecionamento de lucro sob a desculpa da “homenagem”), as inspirações na música negra e periférica, a influência das crenças e religiões de matriz africana, a história de figuras da militância afro. É a moda usada como instrumento político de resistência e ascensão de narrativas por tanto tempo apagadas e ignoradas.

 


 

Nesta temporada as dinâmicas visuais ligadas à performance e à funcionalidade ganham vibrações sensuais através do corpo à mostra como tema central do movimento. É a união entre a robustez do utilitarismo e a confiança atrelada à imodéstia.

 


 

Peças classificadas como tradicionais, a exemplo de camisas, trench-coats, calças de alfaiataria, tricôs, saias de comprimento midi etc., são revisitadas pelas mãos de estilistas que buscam visões alternativas para a transformação do clássico. Assim, blazers ganham detalhes utilitários, conjuntos de alfaiataria são confeccionados em tons mais vibrantes e recebem ousadia no acabamento ou nos acessórios e itens mais austeros são finalizados com calçados urbanos modernos, tops e peças de complementação volumosas.

O dinamismo de Rosamund Pike que indica a nova imagem para eventos formais

17.11.21 | Get Inspired By It girl


 

Nós aqui do escritório amamos analisar um tapete vermelho, por mais superficial e antiquada que essa ideia possa parecer. Mas por trás de incontáveis pedrarias, horas de produção e metros e mais metros de tecidos, alguns dos maiores movimentos de pautas contemporâneas, como o “ask me more”, “me too” e “time’s up”, além de protestos políticos e antirracistas, ganham força através da adesão de celebridades influentes – e impecavelmente vestidas. E nessas análises temos notado que um nome vem se destacando através de uma construção coerente de imagem e comunicação nos red carpets da vida: Rosamund Pike. A atriz foge da obviedade e se arrisca em uma narrativa incomum para essas ocasiões, pautada por uma estética mais complexa e de viés fetichista.

 

 

 

 

A começar pelas composições de duas ou mais peças que muitas vezes substituem ou completam os vestidos longos, que geralmente são as peças centrais deste tipo de evento. A complementação pode ser feita através de uma calça bem cortada, de um sobretudo estruturado, de acessórios encorpados ou detalhes mais robustos, como golas altas, jaquetas ou adornos metalizados, fivelas, acabamentos em couro e cores mais profundas aplicadas tanto nas peças quanto na beleza. Depois podemos citar a atmosfera ousada do design que permeia suas escolhas e torna sua imagem coesa e marcante. Os cortes retos projetam seriedade e sofisticação, mas são suavizados por transparências, recortes estratégicos e texturas que sugerem liberdade de movimentos, como plumas, franjas e plissados. Mesmo os vestidos que parecem mais tradicionais ao primeiro olhar têm traços da personalidade corajosa da atriz no campo do estilo, como decotes aprofundados e contornos e arranjos que deixam à mostra partes menos óbvias da silhueta.

 

 

 

A figura da atriz se enquadra na sensualidade contemporânea, pautada por um design muito mais interessante do que simplesmente bonito. Além de tudo, Pike mostra uma segurança absurda à bordo dessas produções, sugerindo que se identifica com essa imagem que é mostrada para as câmeras nessas ocasiões, o que torna o conjunto de imagem + persona ainda mais cativante.

 

verão 2022|23 – as novas GLADIADORAS

04.11.21 | acessórios Moda Tendências


 

As sandálias gladiadoras já estiveram em alta mas também já foram colocadas em um lugar de gosto duvidoso na moda. Ligadas especialmente a visuais de inspiração boho, as gladiadoras eram as escolhas fáceis e óbvias de vestidos e peças de referência praiana e caíram em desuso justamente pelo excesso de uso. Algumas temporadas depois, a moda, cíclica e regenerativa, lança nova luz sobre o calçado que dessa vez apareceu com uma roupagem muito mais contemporânea. As gladiadoras foram atualizadas para serem usadas em looks urbanos e sofisticados e ganharam detalhes preciosos, como aplicações metalizadas, trabalhos artesanais complexos, amarrações elaboradas e matéria-prima nobre e estruturada. A ideia é que o modelo atenda ao movimento do conforto aprimorado, onde as peças antes consideradas estritamente casuais recebem um design mais requintado e que une performance com informação de moda.

 

desvendando a potência de ANGELINA JOLIE

29.10.21 | Get Inspired By Lifestyle


 

Atriz, cineasta e ativista humanitária, Angelina Jolie tem uma força gravitacional que nos coloca no lugar metafórico dos satélites que apenas orbitam em seu magnetismo. Mas qual a razão dessa potência? Atriz, cineasta e ativista humanitária são apenas alguns dos papéis que Jolie exerce e que exerce com plena entrega. Talvez é nesse ponto que podemos começar a desvendar o mistério da sua importância.

 

 

Uma sociedade patriarcal controla e induz a mulher a escolher um papel de protagonismo para sua vida – ou a mãe, ou a profissional, ou o símbolo sexual, ou a filantropa, ou a erudita, ou a divertida – caso contrário ela poderá sofrer consequências desastrosas representadas pelo isolamento, pelo preconceito, pelo esquecimento e até por vias mais violentas. A mulher que escolhe prosperar na carreira não pode ser uma boa mãe. A mulher que se destaca pelo corpo certamente não pode ser muito inteligente. A mulher que se entrega à caridade possivelmente não é atraente, assim como a mulher inteligente. Bonita, inteligente, mãe e ativista, consegue pensar em alguém que tenha exercido esses papéis com entrega plena? Diana Spencer – que sofreu consequências desastrosas por ousar trocar o “ou” pelo “e”. A conjunção “ou” indica uma escolha ao invés da outra. No caso de Jolie, a conjunção “ou” não é uma escolha em sua narrativa de vida e possivelmente a troca do “ou” pelo “e” na narrativa de vida de muitas mulheres passou a ser possível também pela sua figura e de tantas outras que escaparam da armadilha social da constrição e do encaixotamento dos papéis femininos.

 


 

Jolie foi uma das mulheres que mostrou que é possível contornar a emboscada patriarcal do papel único ou pelo menos do papel dominante. A mãe, a filantropa, o símbolo sexual, a culta, a profissional, a famosa e a capacidade de performar em tudo isso com potência igualitária. Claro que não podemos deixar de lado seus privilégios e sua aparência, que certamente contaram para a pavimentação uniforme desse caminho. Uniforme, porém certamente caótica, como é para todas as mulheres. O diferencial de Angelina é que esse confronto silencioso das amarras sociais se dá com a união de aparência e ação. Ela é uma escolha não convencional de “exemplo” por se fazer plural e poder exercer sua pluralidade sozinha. Aqui entra o “ou”. A figura masculina passa a ser uma alternativa, mas nunca uma necessidade. Suas escolhas criteriosas de carreira demonstram seu poder de relevância mesmo com o passar dos anos e reforçam suas prioridades familiares e humanitárias, o que solidifica sua potência.

 

 

 

Ela é o que chamamos de um tipo ideal de figura feminina justamente porque possibilita a projeção de acessos plurais a outras mulheres. E como as reticências são mais interessantes que o ponto final, Jolie lançou recentemente o livro Know Your Rights and Claim Them. Voltado para o público jovem, o livro tem como objetivo auxiliar e empoderar através do conhecimento e da educação sobre direitos básicos para a construção de uma sociedade igualitária. Não podemos nos esquecer que com dinheiro e uma rede de apoio competente, o acesso e a performance em diferentes papéis se tornam mais viáveis, mas por outro lado tornam-se também dispensáveis, ainda mais os papéis espinhosos e burocráticos. Aqui encontramos outra dica da razão da potência de Jolie: a escolha por multiplicar seus “es” para muito além do próprio benefício.

 

dossiê STREET STYLE – os movimentos encontrados nas ruas durante a temporada spring 22 | pt. 2

21.10.21 | Semanas de Moda Street Style


 

Na segunda e última parte das nossas análises do street style da temporada spring 22 RTW vimos que ainda existem resquícios da estética protetora que surgiu em razão da pandemia, pontuada pelo design marcante das proporções volumosas e dos comprimentos alterados de mangas e barras que ajudam a esconder a silhueta quase que por completo. Em contrapartida, os pés começam a ser mostrados através de sandálias mais reveladoras e que carregam uma forte influência dos anos 90. No campo dos tons, o verde em sua versão mais vibrante aparece de forma recorrente e, assim como o movimento das dimensões ampliadas que sugere distância e segurança, pode-se dizer que sua presença também tem ligação com o cenário pandêmico, já que, segundo os estudos que relacionam as sensações das cores ao marketing, o verde traz a percepção do ato de seguir em frente, além de ser ligado à natureza e, por consequência, a atitudes mais sustentáveis. O estilo como forma de expressão, muito mais do que um movimento de moda, é um ato de posicionamento e resistência. Mostrar suas singularidades ao mundo através da roupa sem se preocupar com regras antiquadas ou estéticas preestabelecidas é um dos propósitos mais nobres da moda e muitas frequentadoras das semanas de moda internacionais colocaram essas premissas em prática ao se revelarem visualmente de maneira criativamente livre.

 

dossiê STREET STYLE – os movimentos encontrados nas ruas durante a temporada spring 22 | pt. 1

19.10.21 | Semanas de Moda Street Style


 

O street style nos principais circuitos das semanas de moda internacionais é sempre uma ótima fonte de conteúdo para quem se interessa ou trabalha com moda. Desta vez, ao invés de fazermos nossas análises dos movimentos visuais das ruas divididas por cidade, resolvemos montar um compilado de tudo que observamos nas portas dos desfiles de NY, Londres, Milão e Paris, até para confirmarmos como as tendências mais fortes se repetem em diferentes lugares. Na primeira parte das nossas pesquisas, notamos que a densidade se fez presente nos detalhes, seja através dos calçados, dos acessórios ou de itens para complementação de produções mais delicadas. A sensualidade, talvez um dos maiores movimentos observados nas passarelas da temporada spring 22, começa a dar as caras nas ruas através de peças estrategicamente recortadas que, como vimos, se tornarão ainda mais dramáticas a partir das próximas estações. Feminilidade com atitude é a expressão que define a estética dessas primeiras impressões do street style desta temporada, lembrando, a primeira com diversos desfiles presenciais após um hiato de quase dois anos por conta do cenário pandêmico. Justamente por isso é que talvez a ousadia fantasiosa de outrora tenha dado lugar a visuais um pouco mais comedidos, porém não menos chamativos, com atenção voltada especialmente para a revelação da silhueta. Confira:

 

PFW S/S/ 22 – os conceitos dos desfiles que encerraram a semana de moda de paris | pt.2

14.10.21 | Look da Paula Moda Semanas de Moda


 

Mais uma temporada encerrada e aqui também finalizamos as análises iniciais sobre os movimentos, os conceitos e as estéticas que cercaram as apresentações de NY, Londres, Milão e Paris. Muita coisa mudou após o período turbulento que enfrentamos (e ainda estamos enfrentando)? As temporadas passadas que se deram no meio do período crítico da pandemia nos indicaram que sim, que a moda sofreria alterações significativas a fim de se tornar algo mais perto da inclusão, da ideia democrática, da sustentabilidade, da responsabilidade social e emocional e mais longe do papel elitista e opressor em diversos sentidos. Mas esta temporada nos mostrou que a moda ainda está um pouco longe de cumprir com efetividade a sua função social. No direito, o princípio da função social abrange não somente os interesses privados, mas também coletivos e garante que as relações jurídicas cumpram certas regras a fim de prevaleça o bem comum e a redução nas desigualdades sociais. Muito progresso já foi realizado, mas parece que nesta temporada voltamos algumas casas no jogo da vida. Moda também é sonho, escapismo, beleza, mas não pode ser só isso. Ao menos não no sentido estrito destes conceitos. Movimentos que enaltecem os corpos através da sensualidade pura com certeza foram os grandes destaques desta temporada, e do ponto de vista da liberdade feminina, especialmente em tempos onde a nuvem carregada do conservadorismo hipócrita paira sobre o mundo, são mais do que bem-vindos. Mas enaltecer este movimento através de um único padrão magro – esquelético em alguns casos – e previsível, como foi o caso de inúmeras marcas, ainda parece muito distante da mudança ideal que esperávamos que essa pandemia faria acontecer. Desfiles longos e com dezenas de looks também voltaram com força e certamente batem de frente com ideais sustentáveis de consumo. Afinal, precisamos de mais? É certo que a roda da economia precisa voltar a girar, mas insistir em um modelo antiquado de coleções intermináveis e silhuetas padronizadas é um meio eficaz de fazer isso acontecer? Deixamos aqui algumas reflexões sobre como poderíamos, de fato, tornar essas indústria um pouco mais relevante do ponto de vista do cumprimento da função social e abaixo você encontra outras reflexões a respeito dos movimentos propriamente ditos. Moda, afinal, também possui esse viés encantador de representar visualmente um período, de nos fazer pensar a respeito do que foi proposto por um designer através de imagens e de conceitos e de, sim, nos enriquecer culturalmente quando buscamos esses conceitos mais a fundo. A moda não é a vilã, e sim o que fazemos dela.