LFW S/S 22 – os principais movimentos que identificamos na semana de moda de londres

23.09.21 | Moda Semanas de Moda


 

A semana de moda de Londres terminou há pouco e nos forneceu movimentos interessantes para a próxima temporada primavera/verão. Os designers que se apresentaram neste circuito foram categóricos na mensagem do resgate da sensualidade em suas mais variadas vertentes. O estilo foi explorado através do toque sedutor das plumas, da eletricidade do pink, das texturas metalizadas, das referências de subcultura, na estética esportiva e também de maneira dramática, com todas suas principais características colocadas em uma única composição. Outra narrativa bastante utilizada foi a da revisitação do começo dos anos 2000 – o que já vinha sendo observado como uma das buscas mais crescentes nas redes sociais se concretiza para dominar o varejo.

 

NYFW S/S 22 – a segunda parte dos desfiles da semana de moda nova-iorquina

22.09.21 | Moda Semanas de Moda


 

Na segunda parte do resumo dos desfiles da fashion week nova-iorquina notamos alguns movimentos que podem ser vistos como uma extensão daqueles mencionados na primeira parte e outros que se confirmaram das semanas de moda ocorridas na escandinávia. Fato é que desde o começo da nossa realidade pandêmica, duas macro-tendências parecem se confirmar a cada temporada: o maximalismo e o minimalismo. O primeiro pautado pela ideia da informação de moda extrema e o segundo que prioriza o conforto e a modéstia parecem ser o norte de diversos outros micro-movimentos que conseguimos detectar nas apresentações até agora.

 

COPENHAGEN spring 22 trend report pt. II

26.08.21 | Moda Semanas de Moda Tendências


 

Na segunda parte das nossas análises das apresentações da semana de moda dinamarquesa vimos que a sensualidade se fez presente nos detalhes para equilibrar movimentos de referências mais urbanas ou delicadas, que a ressignificação de roupas e acessórios cada vez será mais presente em prol de atitudes de consumo e de criação mais sustentáveis, que olhares amplificados podem fazer surgir novas propostas e que a criatividade pode ser exercida mesmo nas inspirações mais tradicionais. Confira a segunda e última parte das nossas observações sobre os movimentos de moda da Copenhagen fashion week:

 

COPENHAGEN spring 22 trend report pt. I

24.08.21 | Moda Semanas de Moda Tendências


 

Quem acompanha o blog há um tempo sabe que nós temos um apreço especial pelas semanas de moda escandinavas. Isso porque, além de ser recomendado – tanto para quem trabalha nesta área como para quem gosta – analisar as fashion weeks que ocorrem fora do circuito tradicional NY-Londres-Milão-Paris, as apresentações dessas regiões são cheias de referências criativas e inspiram tanto pela audácia, quanto pela beleza (especialmente pelas novas propostas do que entendemos por belo). A semana de moda de Copenhagen da temporada spring 22 aconteceu neste mês e já montamos um report dos principais movimentos que observamos por lá, dividido em duas partes. Confira:

 

fall 21 COUTURE | o luxo clássico e a relevância da semana de alta-costura

15.07.21 | Lifestyle Moda Semanas de Moda


 

Em um período tão desafiador é normal e esperado que nos questionemos sobre prioridades, relevâncias e o papel das coisas em nossas vidas, seja no âmbito subjetivo ou para a coletividade. Nesse sentido a semana de alta-costura – super exclusiva e feita para uma parcela ínfima da população – pode parecer deslocada da realidade, ainda mais da nossa realidade atual, mas a gente pode fazer um exercício e pensar um pouco além disso. Para nós é óbvio mencionar o papel escapista que a moda performa e que é de extrema importância para períodos em que um alívio mental é necessário. Ainda mais quando tratamos de alta-costura, onde a função imaginativa da moda é ainda mais potente, nossa condução para um lugar de escapismo através da observação e da admiração, tanto em relação à técnica quanto à beleza das criações, é inevitável. Nesse contexto ainda temos o desenvolvimento criativo dos próprios estilistas. A temporada de alta-costura é o ambiente fértil para a inovação, para o vanguardismo e até para a piração. É aqui que os designers exercem suas expertises técnicas aliadas aos projetos imaginativos livres de limitações. Fato é que o mundo aos poucos está voltando ao normal (especialmente no hemisfério norte) e com uma profusão de discussões a respeito do papel da moda daqui pra frente junto com uma realidade em que diversas marcas têm buscado mudar seu direcionamento estético para algo que acreditamos ser mais condizente com a realidade (leia-se criações modestas, confortáveis, que priorizam a performance e com pouca margem para um estilo diferenciado), é esperado que um caminho totalmente diferente seja tomado quando o clima é propício para tanto. E nessa temporada de alta-costura, foi justamente o que aconteceu. Nesse lugar onde a inovação e a generosidade não têm um limite orçamentário, o luxo imperou. Mas não estamos falando de qualquer variação contemporânea a respeito da definição de luxo. Aqui o luxo é o que é e ponto. Sem desculpas. Todos aqueles códigos que atravessam a história e que formaram a concepção clássica do que é luxuoso podem ser encontrados aqui. Volume, brilho, exuberância, pele (fake, obviamente, já que até o luxo mais tradicional é passível de adaptação), joias, luvas, chapéus, scarpins de bico fino. O luxo pelo luxo na sua representação mais clássica teve uma retomada significativa nessa temporada que visa, além do escapismo, a clara mensagem de que ninguém aguenta mais a escassez – financeira, de escolhas, de autonomia sobre as mais simples decisões, de respirar… – é a abundância mostrada através de códigos de riqueza e por mais que não nos seja sequer alcançável o produto da alta-costura, sua mensagem é democrática e nos atinge em cheio. Que venham os tempos abastados!

 

Temporada FALL 21 | era do gelo

23.03.21 | Semanas de Moda Tendências


 

Nós já falamos sobre alguns movimentos de moda que percebemos durante as apresentações da temporada fall 21 e muito do que vimos até agora tem relação com atitudes mais sustentáveis, através do exercício de renovar e otimizar peças já existentes, do resgate de uma atmosfera retrô, que também acena para o ato de voltar a usar algo esquecido, ou mesmo consumir de maneiras alternativas, se voltando para as trocas ou brechós, por exemplo. Também já falamos sobre o movimento da sobrevivência (para relembrar, clique aqui) que aponta para as diversas nuances a respeito do tema, seja através do conforto que remete à segurança do lar, passando pelas referências apocalípticas do cinema, dos games e da literatura, chegando ao visual composto por diversas camadas que sugere a resistência através de uma vida nômade. A exploração das nossas formas tão plurais e subjetivas de sobreviver também engloba encontrar maneiras mais sustentáveis de consumir e ambos os movimentos podem ser inseridos no conceito deste que chamamos de “A Era do Gelo”. Se observarmos o que foi apresentado nessas recentes coleções, veremos uma interpretação dramática do que a moda espera para o futuro, em especial para o inverno que, com base nos looks criados, será implacável. O exagero das camadas, o volume e o peso dos casacos, a utilização de matéria prima que remete à ancestralidade humana (pelos fake em especial) e a proteção do corpo elevada a níveis extremos propõe não só um visual glamouroso e ao mesmo tempo preparado para as temperaturas glaciais, mas também nos convida a refletir sobre a necessidade de se vestir dessa maneira. Será que com nossos hábitos atuais estaríamos caminhando para uma nova era do gelo? As passarelas aqui indicam, num primeiro olhar, o ato de sobreviver a condições extremas, mas também podem ser interpretadas como um apelo para que repensemos nossas posturas para não chegar a este ponto.

 

PFW Fall 21 | os casacos que fazem a diferença

11.03.21 | Semanas de Moda Street Style


 

Na semana passada falamos sobre o street style da semana de moda de Milão (caso tenha perdido é só clicar aqui) e em como o momento atual impactou nas produções da ocasião, antes marcada por looks extravagantes, conceituais e compostos em sua esmagadora maioria por etiquetas restritas a uma pequena parcela da população. Com as apresentações da temporada acontecendo agora em Paris, notamos que a moda das ruas tem seguido a mesma linha estética mais modesta e desafetada da cidade italiana. A simplicidade nas escolhas das frequentadoras da Paris Fashion Week é evidenciada também pela impressão do exercício de revisitação do próprio armário. O diferencial aqui fica por conta dos casacos. Este item de complementação do visual tem um importante papel de deixar todo o resultado final mais interessante e em muitas vezes se torna o ponto de riqueza, o protagonista do look. E as imagens das ruas de Paris mostram exatamente isso. Houve um resgate dos casacos mais longos que substituem as jaquetas e os modelos médios das outras temporadas. Essas peças, ainda, chegam enriquecidas ou pelas texturas marcantes de materiais robustos, como o couro, o vinil e os pelos fake ou pela distinção do corte e do caimento impecáveis. Seja para deixar o visual mais sofisticado ou impactante, um bom sobretudo, certamente, é um item que pode valer o investimento pela sua capacidade de elevar qualquer produção. Confira:

 

MFW FALL 21 | Novos propósitos no street style da semana de moda de Milão

04.03.21 | Semanas de Moda Street Style


 

A semana de moda de Milão é certamente uma das mais tradicionais e importantes do circuito, até porque é, junto com Paris, onde alguns desfiles presenciais de algumas das marcas mais relevantes da indústria estão acontecendo, mesmo no momento atual. Aliás, é o momento que vivemos o ponto central para analisarmos os looks que andam circulando pelas ruas de Milão durante a fashion week. Se antes tínhamos a cidade como uma das mais efusivas e extravagantes no assunto street style em um período pré-pandêmico, hoje o cenário é diferente.

 


 

 

 

É claro que quando tratamos das produções encontradas nas portas dos desfiles é comum nos depararmos com visuais que geralmente fogem da realidade comum, mas se adequam à ocasião de aura mais glamorosa. A pandemia e o consequente isolamento social, no entanto, parecem ter mudado drasticamente o modo de manifestação do estilo pessoal. O exagerado e o conceitual de antes deram lugar a um visual muito mais real e condizente com o momento difícil que o mundo está passando. Se o consumo desenfreado não faz mais sentido frente a outras prioridades, exercer um novo olhar sobre o que já existe em nosso armário parece ser uma atitude muito mais apropriada com o presente, que também se pauta pela sustentabilidade. Vimos produções que realmente podemos usar, compostas em sua maioria de itens tradicionais do guarda-roupas, mas também percebemos um movimento de exercer novas construções da silhueta, com a exploração de sobreposições e de novas funções para as peças (uma camisa pode simplesmente se tornar um vestido, por exemplo). Itens que fazem alusão a brechós também apareceram bastante, bem como a combinação de peças que geralmente seriam destinadas a ocasiões mais formais misturadas com outras de cunho casual e urbano.

 

 


 

 

 

São novas prioridades para comportar um novo estilo. Não estamos dizendo que você precisa sacrificar aquilo que realmente gosta em prol de um visual mais confortável ou modesto. Mas agora é o momento de exercer a criatividade e é justamente isso que essas imagens do street style de Milão nos passam. O look real e atual não precisa ser simplório mas pode muito bem passar pelo crivo de novas interpretações se você estiver disposta a exercitar seu lado mais imaginativo.

 

Monocromáticos TERROSOS

25.02.21 | Moda Semanas de Moda Tendências


 

Os tons terrosos já se tornaram um clássico e ao menos uma peça com essa característica pode ser encontrada nos mais diversos armários. Essa é uma família sofisticada de cores e devido a sua grande variedade de nuances seu uso é bastante versátil, já que todas elas combinam perfeitamente entre si, o que possibilita um maior aproveitamento do guarda-roupas. As apresentações da temporada fall 2021 reviveram os tons, como é de se esperar até pela própria natureza da temporada, mas de uma maneira um pouco mais moderna. Looks monocromáticos são considerados criativos e corajosos, já que dependendo do tom escolhido o visual pode ficar bem marcante. Mas uma produção monocromática feita somente com tons terrosos é capaz de manter essa diferenciação sem, no entanto, exagerar na dose de teatralidade. Muito pelo contrário. Justamente por se tratarem de cores que possuem uma essência naturalmente sofisticada, existe um equilíbrio entre a dramaticidade inerente ao look monocromático e a elegância desses tons. Outra característica que notamos nesse movimento monocromático terroso, é em relação aos materiais das peças que, em sua maioria, são mais densos. Couro, camurça, lâ, pelos, sarja e uma alfaiataria mais encorpada trazem ainda mais modernidade ao caráter tradicional dessas cores.